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Há uma pedra naquela janela
uma sombra, sem voz.
Há uma tremura desmedida
perdida
sem rumo almiscarado.
Há uma sombra
um medo, sem corpo
que se agarra sem vida
à parede da luz.
Há um mistério,
velho, sem tempo
estendido como xaile
sobre os joelhos frios.
Não há luz naquela janela
naquele candeeiro pendurado.
Há uma sombra.
Sem voz.
Mistério de um sem-passado.
©2008-2009 ~linhas-de-agua
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Este é o poema original que foi traduzido para acompanhar esta minha foto -> [link]

Talvez sejam as influências Lovecraftianas a funcionar, o que não me admira nada. :)

Arrepios.
E é tudo.

(C)2008 Filipa Nunes
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Me deu calafrios.

Sensação de abandono abundante, ou de companhia hostil
Consigo mesma, talvez.
hehe, era esse o objectivo. Calafrios.

Mas o pressuposto que essas sensações, essas companhias hostis tenham a ver comigo mesma... é totalmente falso. :)
Eu gosto de escrever "fora de mim". Poemas cuja a única influência é uma imaginação total e uma vontade de escrever algo diferente de antes.

Fico agradecida pelo favorito. ^^

--
Gelo no abraço da Chama

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